terça-feira, 11 de agosto de 2009

The Strokes - Reptilia

Artista: The Strokes
Música: Reptilia
Álbum: Room on fire
Produção de Gordon Raphael

Do segundo álbum da banda, Room on fire, Reptilia é tida entre a maioria absoluta dos fãs como a melhor canção da banda, pois constitui uma união perfeita entre melodia e letra, com uma pegada rápida, simples e ao mesmo tempo impressionante.

Na cronologia de Room on fire, Reptilia é intercalada pelas canções What ever happened? e Automatic stop, músicas provavelmente românticas, sendo a última, dotada de uma carga homossexual (reparar na letra). Reptilia, enfim, pode se referir a muitas coisas. A mais provável, no entanto, é que se refira a uma garota (talvez feia?) que subverte a vida do eu lírico da canção (você me jogou pra fora da estrada), com fortes experiências 'preliminares', como se estivesse chamando pro sexo mas fazendo cu doce, mesmo (a noite não acabou/não me peça pra ir devagar, se eu estiver indo muito rápido).

Depois do primeiro refrão, é provável que o eu lírico tenha forçado o sexo, quem sabe até mesmo estuprado seu flerte (o quarto está em chamas, enquanto ela ajeita seu cabelo) e que naufragado pela loucura e bebidas (a letra tem uma forte vibe urbana), em transe, tenta acalmá-la ("você parece tão brava, acalme-se, você me achou"), mesmo não gostando das imagens do ato ou crime que acabou de cometer (todas as vezes que eu olho pra mim mesmo/"eu pensei ter dito que esse mundo não era pra você").

Uma letra forte, com denotações sexuais e que, mantendo a classe que só os Strokes têm nos dias de hoje, pra falar da podridão das noites na cidade grande e de todas as complicações que elas acabam trazendo para a vida, Reptilia é absolutamente fenomenal e firmou-se rapidamente entre os fãs como uma das canções mais geniais do rock, e que sem dúvidas ocupa um espaço imponente na galeria do rock dessa primeira década dos anos 2000.


Nenhum comentário:

Postar um comentário